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22 de junho de 2026

Até 2030, 65 novas hidrelétricas precisam entrar em operação

R$ 8 bilhões em usinas. Quatro anos para construir.

Em agosto de 2025, o 39º Leilão de Energia Nova A-5, conduzido pelo Ministério de Minas e Energia e pela CCEE, contratou 815,6 MW de capacidade instalada em 65 usinas hidrelétricas. São 55 PCHs, 8 CGHs e 2 UHEs distribuídas em 11 estados brasileiros. O investimento total estimado gira em torno de R$ 8 bilhões.

Todos esses empreendimentos têm o mesmo desafio: entrar em operação até 1º de janeiro de 2030. Na prática, isso significa projetar, licenciar, financiar, mobilizar equipes e construir em pouco mais de quatro anos.

O que é uma PCH na prática

Pequena Central Hidrelétrica está longe de ser uma obra simples.

Estamos falando de barragens, casas de força, canais de adução, condutos forçados, fundações especiais, estruturas de concreto armado e obras executadas muitas vezes em regiões com acesso difícil e infraestrutura limitada. Tudo isso precisa funcionar em conjunto para garantir segurança, desempenho e vida útil de décadas.

E existe um detalhe importante: o cronograma não espera. O contrato de energia já está assinado, a data de entrega está definida e atrasos podem gerar impactos financeiros relevantes para o empreendedor.

A fila de obras é grande. A capacidade de execução nem sempre acompanha.

O Brasil vive um novo ciclo de investimentos em geração hidrelétrica.

Santa Catarina liderou o leilão com mais de 20 PCHs contratadas. O Paraná ficou entre os destaques, com cerca de 110 MW contratados e investimentos que podem ultrapassar R$ 1,5 bilhão considerando PCHs e CGHs. Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e outros estados também concentram novos projetos.

Na prática, isso significa dezenas de obras acontecendo ao mesmo tempo, em diferentes regiões do país, disputando equipes qualificadas, equipamentos, logística e capacidade de execução.

O gargalo não está no projeto. Está na execução.

O Brasil possui conhecimento técnico para projetar hidrelétricas. O desafio aparece quando a obra chega ao campo.

Concretagem de barragens, tomadas d’água, canais de fuga, casas de força e demais estruturas exigem planejamento rigoroso, controle de qualidade e equipes experientes. Pequenos desvios podem gerar retrabalho, atrasos e impactos significativos no cronograma.

O prazo de 2030 pode parecer distante, mas não é.

Dependendo da complexidade, uma PCH pode demandar entre 12 e 18 meses de obra efetiva. Quem demora para mobilizar ou escolhe parceiros sem experiência nesse tipo de empreendimento corre o risco de perder janelas importantes de execução.

Obra hídrica exige planejamento além do canteiro

Diferente de muitos projetos industriais, uma usina hidrelétrica precisa conviver com a dinâmica do rio.

Períodos de estiagem e chuva influenciam diretamente a execução. Desvios de curso d’água, ensecadeiras, concretagem de barragens e montagem eletromecânica precisam acontecer na sequência correta.

Quando uma etapa atrasa, o impacto normalmente se propaga para todo o restante da obra. Por isso, planejamento e disciplina de execução fazem toda a diferença.

A experiência da Fronter em obras hidrelétricas

A Fronter Engenharia de Obras acompanha esse mercado há anos, atuando em projetos de geração hidrelétrica de diferentes portes e características. Entre alguns empreendimentos já executados estão:

CGH Cachoeira Brava

A CGH Cachoeira Brava, localizada no Rio Turvo, no Paraná, representa um importante marco na trajetória da Fronter Engenharia de Obras em projetos de geração de energia renovável. Inaugurada em 04 de outubro de 2025, a usina possui 4 MW de potência instalada e geração média de 2,8 MW, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região com uma estrutura moderna, eficiente e de baixo impacto ambiental.

O projeto contou com a execução de 720 metros de túnel escavado em rocha, 4.200 m³ de concreto estrutural e a instalação de dois geradores WEG. A Fronter Engenharia de Obras foi a construtora responsável pela execução da obra, conduzida sob a liderança de Leandro Manfroi, especialista em construções de usinas hidrelétricas.

Conheça mais detalhes desse projeto no artigo completo.

PCH São João II

A PCH São João II, localizada em Prudentópolis/PR, é um importante empreendimento de geração de energia renovável implantado no Rio São João. Com 7,00 MW de potência instalada e queda de 42,50 metros, a usina foi concebida para aliar eficiência operacional, desempenho hidráulico e segurança estrutural em todas as etapas do projeto.

A obra contou com a execução de aproximadamente 16.700 m³ de concreto, abrangendo estruturas em concreto armado para a tomada d’água, canal adutor e casa de força, além de fundações, drenagens e bases destinadas à instalação dos equipamentos eletromecânicos. O projeto também passou por otimizações que permitiram ampliar a potência instalada e reduzir o trecho de vazão reduzida (TVR), proporcionando uma solução técnica mais eficiente e sustentável.

CGH Alceu Viganó

CGH Alceu Viganó – Cruzeiro do Iguaçu/PR, localizada em Cruzeiro do Sul, é um marco na nossa trajetória em obras de geração de energia. Com 5,0 MW de potência instalada e 300 metros de extensão, o projeto envolveu a execução completa das obras civis, somando 6.485,72 m³ de concreto, entregues com eficiência, qualidade e alto rigor técnico para a MAZP Energias Renováveis.

Foi uma obra com características de UHE, que demandou cerca de 21 mil m³ de concreto, executados em um prazo desafiador de apenas 8 meses. Um verdadeiro marco para a engenharia e para a geração de energia renovável no Brasil.

Conheça mais detalhes desse projeto no artigo completo.

O ciclo das hidrelétricas já começou, escolha o parceiro certo!

O mercado hidrelétrico vive um novo ciclo de crescimento. Com R$8 bilhões contratados no Leilão A-5 e novos empreendimentos previstos para os próximos anos, investidores e desenvolvedores precisam de parceiros capazes de transformar projetos em usinas operando com segurança, qualidade e previsibilidade.

Um erro comum é deixar a escolha da construtora para as etapas finais do projeto. Quando isso acontece, o prazo disponível para a execução da obra fica menor, aumentando os riscos de atraso e impactando diretamente a entrada em operação da usina e o início da geração de receita.

Por isso, a escolha da construtora tem impacto direto no resultado do investimento. Experiência em PCHS e CGHS, estruturas de concreto armado, logística em regiões remotas e gestão de cronograma são fatores essenciais para garantir a entrega dentro do prazo previsto.

A Fronter Engenharia de Obras está preparada para atuar ao lado de empreendedores e investidores em projetos de PCHs e CGHs, contribuindo para transformar potencial energético em geração de valor e desenvolvimento sustentável, com foco na entrega das obras dentro do prazo, do orçamento e da qualidade esperados pelo investimento.

Conheça mais nossas obras de energia.

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