
Já imaginou uma parede de tanque subindo enquanto a concretagem continua?
É assim que funcionam as formas deslizantes. A equipe posiciona as armaduras, lança o concreto e eleva as formas aos poucos. Tudo precisa acontecer no ritmo certo, com planejamento e atenção no campo.
É uma solução que pode dar mais ritmo à execução de tanques em obras de saneamento, biogás e energia. Para entender melhor como o sistema funciona, acompanhe o processo abaixo.
As formas deslizantes são um sistema utilizado para concretar paredes de maneira contínua. Enquanto a estrutura sobe, as equipes posicionam as armaduras, lançam o concreto e realizam os demais serviços previstos para cada etapa.
O conjunto é formado por painéis internos e externos, ligados por estruturas metálicas. Macacos hidráulicos elevam as formas gradualmente, conforme o concreto ganha resistência suficiente para dar continuidade ao processo.
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Nos dois sistemas, as formas avançam ao longo da estrutura. A diferença está na maneira e no ritmo da execução.
Nas formas trepantes, a concretagem é feita por etapas. Depois de concretar cada trecho, é preciso aguardar o concreto atingir resistência suficiente para desformar e reposicionar o conjunto. Então, começa um novo ciclo.
Nas formas deslizantes, a concretagem e a subida das formas acontecem de maneira contínua, em pequenos avanços. As equipes posicionam as armaduras e lançam o concreto enquanto acompanham a elevação do sistema.
Em tanques e outras estruturas verticais compatíveis, as formas deslizantes podem reduzir os ciclos de montagem e desforma e acelerar a execução das paredes. A concretagem contínua também pode reduzir as juntas entre etapas.
E qual sistema escolher? A decisão depende do projeto, da geometria da estrutura, do prazo e da logística disponível. As formas deslizantes exigem fornecimento contínuo de concreto e equipes bem coordenadas. Por isso, é preciso avaliar se a obra tem condições de manter essa operação.

Mas nem tudo são flores. Como a concretagem acontece de forma contínua, a operação exige logística bem organizada e equipes alinhadas. O fornecimento de concreto, a montagem das armaduras e a disponibilidade de materiais precisam acompanhar o ritmo da obra.
A troca de turnos também merece atenção. A equipe que assume precisa receber as informações e dar sequência ao trabalho sem perder o controle do processo.
Durante toda a execução, é necessário acompanhar o nível e o prumo das formas, além da velocidade de subida. Entre os principais pontos de atenção estão:
É um trabalho que exige planejamento antes da concretagem e atenção no campo até a conclusão da estrutura.

Na ETE Piracanjuba, em São Jorge, a Fronter executou dois tanques com aproximadamente 18 metros de diâmetro e 9 metros de altura, utilizando cerca de 500 m³ de concreto. As estruturas foram concluídas em aproximadamente 50 dias.
A execução exigiu planejamento e coordenação entre as equipes para manter o avanço dos serviços e atender às necessidades do projeto.
As formas deslizantes podem trazer mais ritmo à execução de estruturas de concreto em diferentes segmentos. Para que o método funcione, é preciso avaliar sua compatibilidade com o projeto, planejar a operação e acompanhar cada etapa de perto.
Cada obra tem seus desafios. Nosso trabalho é entender o projeto, planejar a execução e fazer acontecer no campo.
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