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14 de julho de 2026

O dejeto virou ativo. E o agronegócio está construindo uma nova indústria.

Em março de 2026, Campos Novos/SC entrou no mapa do biometano com a inauguração de uma planta comercial certificada pela ANP a partir de dejetos suínos. O projeto mostrou, na prática, que o resíduo agroindustrial deixou de ser apenas um passivo ambiental e passou a ocupar espaço como ativo energético, industrial e econômico.

O resíduo virou negócio

Por muito tempo, os dejetos da suinocultura foram tratados principalmente como custo. Um passivo ambiental que exigia manejo, armazenamento, controle e investimento contínuo. Esse cenário começou a mudar.

O mesmo resíduo que antes representava despesa agora pode alimentar biodigestores, gerar biogás, passar por purificação e sair como biometano certificado, pronto para uso como combustível renovável.

Na prática, o produtor rural deixa de olhar para o resíduo apenas como problema e passa a enxergar uma nova fonte de receita. No modelo da H2A, produtores e cooperativas fornecem resíduos orgânicos e área para instalação das unidades, recebendo participação na receita dos projetos. É o campo produzindo alimento, matéria-prima e energia. A chamada terceira safra começa a ganhar escala.

A escala está sendo construída agora

O avanço do biometano no Brasil já deixou de ser uma promessa distante. Em 2026, o país contava com 19 plantas autorizadas como produtoras de biometano pela ANP e outras 37 em processo de autorização, segundo o Ministério de Minas e Energia.

Campos Novos é um exemplo claro desse movimento. A região concentra produção agropecuária, disponibilidade de resíduos e demanda por soluções energéticas mais limpas. O mesmo raciocínio se repete em polos como Rio Verde, Ponta Grossa e Bebedouro.

Em São Paulo, a Louis Dreyfus Company constrói em Bebedouro uma planta de grande porte para produção de biogás a partir de efluentes cítricos. O projeto deve ocupar aproximadamente 195 mil m², tratar cerca de 400 m³/h de efluentes e produzir mais de 50 mil Nm³/dia de biogás.

Na prática, o biogás e o biometano não estão crescendo apenas como tecnologia energética. Eles estão criando uma nova frente de implantação industrial dentro do agronegócio.

O que essa safra exige de construção civil

Quando se fala em biometano, é comum o mercado olhar para biodigestores, sistemas de purificação, membranas, compressores e contratos de fornecimento de gás. Mas antes de tudo isso operar, existe obra.

Existe fundação, tanque, concreto armado, impermeabilização e estrutura industrial executada em campo aberto. Muitas vezes, longe de centros urbanos, com logística complexa, acesso limitado e prazo apertado.

Uma planta de biogás ou biometano não depende apenas de equipamento. Ela depende de execução bem planejada. Cada atraso na obra impacta diretamente a entrada em operação e, nesse setor, entrada em operação significa início de faturamento, geração de receita, emissão de créditos e cumprimento de contratos.

Atraso de obra é atraso de receita.


O campo virou território de implantação industrial

O que está acontecendo em Santa Catarina, Goiás, Paraná e São Paulo deve se repetir em dezenas de municípios brasileiros nos próximos anos. O agronegócio está se tornando também produtor de energia, e isso exige infraestrutura industrial dentro da porteira.

Não basta ter experiência em obras convencionais. Projetos de biogás e biometano exigem domínio de obras em áreas rurais, gestão de logística, execução de estruturas de concreto armado, controle de qualidade, segurança e capacidade de manter o cronograma em movimento mesmo em ambientes desafiadores.


A Fronter Engenharia de Obras já atua nesse cenário.

Biodigestores, tanques de concreto armado e plantas industriais para o agro já fazem parte da nossa realidade. A Fronter tem experiência para executar obras desse porte com técnica, velocidade e responsabilidade.

Projetos como Adecoagro, Energisa e Piracanjuba mostram, na prática, a capacidade da Fronter de atuar em ambientes técnicos, com cronograma firme, fiscalização presente e alta exigência de qualidade.

O crescimento do biometano no Brasil não abre espaço apenas para novas fontes de energia. Ele cria uma nova cadeia de obras industriais no campo. E quem já sabe executar nesse território sai um ciclo à frente.

A Fronter Engenharia de Obras está pronta para construir esse próximo ciclo com segurança, qualidade, prazo e orçamento sob controle.

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